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Do Fogo e do Vento

Sussurro fresco e cálido Incendeia. A fluidez das palavras Ultrapassa a teia. Sou vulcão, és sereia. Toda a brasa em que mergulha, Todo o néctar em que me embebo. No final, sua doçura Pura bruma, enlevo em segredo. Por mais distante, ainda seu canto. Por mais vibrante o meu desejo Por mais profundo o meu … Continuar lendo

Desejo

Você tem medo da força do seu desejo, por isso você foge. Você tem medo da forma do seu desejo, por isso você fode. E sempre soube que o que te toca é mais profundo do que a densidade de uma mão. O seu desejo não tem princípio e, eterno, também não tem fim. Não … Continuar lendo

Memórias

Da próxima vez que alguém vier me perguntar há quanto tempo estamos juntas, eu direi: estive com ela a vida inteira, mas só agora me dei conta. Não fui avisada. Atravessou-me como sempre me pertencesse, como se encaixasse sem esforço algum em minha vida, nesta minha vida de agora; vinda de outros tempos, outras histórias, … Continuar lendo

Cachos

Vim colher meus cachos. Eles florescem em suas mãos. Recolho todos os feixes, os fachos de luz frutificando perdão. Não vejo as sobras, as sombras, nem flores murchas no chão. Tudo amadurece e se renova: As flores, os traços, as cores, reflexos luminosos dos meus beijos. Tudo permanece invariavelmente mutável: A dança sutil da vida, … Continuar lendo

Volver

Às vezes te decifro facilmente e a poesia da paixão simplesmente dói um pouco mais enquanto preenche todo o meu ser. Perco o ar, porque estou repleta. Volto involuntariamente à vida, e percebo que isso (voltar) é quase morrer, quando o que me move já não se encontra dentro de mim.

Raio

Como um raio. Era assim que sua presença se anunciava ao redor. Não tinha medo, não tinha pudor. Era um raio. E caía violentamente sobre nossas cabeças, sobre nossos instintos. Instantaneamente causava suor. Seca, brilhante e fulgás. Ela passava e tomava o seu lugar,  cheia de si. De repente, havia só o seu rastro. O … Continuar lendo

Vertigens

De uma só vez. Por uma só voz meu coração batia em ritmo de tango. A qualquer instante ele poderia parar, desistir de sufocar o pranto e irromper num choro de lágrimas de sangue, compulsivo. Daí a pouco, uma valsa para um suicídio. Não mais meu canto, não mais meu riso. Daí a pouco nada … Continuar lendo

Verbo Caído

Nunca vou me esquecer da chuva daquela tarde. Não era apenas ela que caía. Eu também me diluía, gota a gota, carne-viva escorrendo pelas grades dos esgotos. Parecia fácil, não fosse a dor que me tomava a cada gole que a terra bebia impiedosamente, sedentamente, rigorosa. Depois de me atirar em vários moinhos, resolvi não … Continuar lendo

O Retorno da Palavra

Tenho uma paixão secreta pelas palavras cravadas no papel. Exala delas o cheiro do seu esmalte vermelho vivo, sua rubra cor ao escrever desejos mais que proibidos, desejos meus. Havia muito tempo eu não te via assim tão sóbria, sem aquela aura louca que me convertia em seu brinquedo secreto. Desde a última vez em … Continuar lendo

Quem escreve

Ih! Falei!

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