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Meu site

Para continuar o ciclo de mudanças e concentrar o acesso aos meus trabalhos, inauguro hoje meu novo site: http://www.paolagiovana.com.br Todos os textos antigos já foram importados para lá, e é lá que publicarei os novos textos à partir de hoje. Bora me fazer uma visita? \o/ Anúncios

Mosaico

  • Perigo: O meu humor negro é o mais cruel, e divertido.
  • Afasto as roupas, arrasto os versos e, aos poucos, vejo: entre as cartas mofadas, uma relíquia: um outro alguém que era mais eu.
  • Alguém através de mim quer escrever e se fazer ouvir. Alguma alma aleatória quer grafar randomicamente pedaços de palavras soltas e talvez sutis. Éter, Ester, estrela. Ex-bandida do almanaque envelhecido jogado na rua. Encontrada depois da enxurrada. Amarelada, mofada, podre nas páginas desgastadas e decadentes de mais uma vida esquecida. Ela também já fora heroína.
  • Solidão é sede, ausência de encontro. Mais do que vazio: presença imperativa de um silêncio vindo das reticências de onde deveria se ouvir um eco da alma.
  • Flores no asfalto, concreto armado. Desalmados corpos estendidos no cinza do chão.
  • Da próxima vez que alguém vier me perguntar há quanto tempo estamos juntas, eu direi: estive com ela a vida inteira, mas só agora me dei conta. Não fui avisada. Atravessou-me como sempre me pertencesse, como se encaixasse sem esforço algum em minha vida, nesta minha vida de agora; vinda de outros tempos, outras histórias, memórias sem nome que apenas a alma reconhece. Ela agora não sou mais eu. Não somos nós. Esteve comigo a vida inteira.
  • Às vezes te decifro facilmente e a poesia da paixão simplesmente dói um pouco mais enquanto preenche todo o meu ser. Perco o ar, porque estou repleta. Volto involuntariamente à vida, e percebo que isso (voltar) é quase morrer, quando o que me move já não se encontra dentro de mim.

Quem escreve

Ih! Falei!

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